A repercussão levou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) a se manifestar nas redes sociais. Para a parlamentar, os registros financeiros enfraquecem as explicações apresentadas anteriormente por apoiadores do ex-presidente sobre a origem dos recursos utilizados no projeto cinematográfico.
De acordo com a documentação obtida pelo veículo, os repasses somam US$ 10,6 milhões — valor equivalente a cerca de R$ 61 milhões — e teriam sido direcionados ao Havengate Development Fund LP, estrutura sediada nos Estados Unidos ligada à produção do longa-metragem. Os recursos são atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, conhecido por controlar o Banco Master.
A divulgação dos comprovantes ampliou o debate político em torno do caso, especialmente devido às investigações que envolvem Vorcaro em outras frentes. Críticos do bolsonarismo passaram a questionar a relação entre o empresário e o projeto audiovisual, enquanto aliados do ex-presidente sustentam que se trata de um investimento privado legítimo, sem qualquer irregularidade.
O episódio acrescenta um novo capítulo à controvérsia sobre os bastidores de Dark Horse, cuja produção continua cercada de questionamentos e disputas políticas.



