Supremo nunca afastou ministros, e caso Toffoli enfrenta entraves

Não há precedentes no Supremo Tribunal Federal que sustentem a retirada de Dias Toffoli da relatoria das investigações sobre o Banco Master. Levantamento histórico indica que, em mais de duas décadas, a Corte nunca acolheu pedidos para afastar ministros de processos em andamento.

Desde 2000, centenas de ações questionaram a atuação de magistrados por meio de arguições de impedimento ou suspeição, todas rejeitadas. A legislação prevê critérios objetivos, como vínculos familiares diretos, e hipóteses subjetivas, que dependem da manifestação do próprio juiz, mas nenhuma delas resultou em afastamento no STF.

Pedidos dessa natureza são analisados pela presidência do tribunal e costumam ser arquivados por falta de provas. Embora haja desconforto interno com a forma como Toffoli conduz as apurações, integrantes da Corte avaliam ser improvável uma iniciativa de afastamento. A estratégia do Supremo, por ora, é reduzir a exposição pública e conter o desgaste institucional.

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