Caldas Novas decreta calamidade pública após aumento expressivo de casos de dengue
A Prefeitura de Caldas Novas, um dos principais destinos turísticos de Goiás, decretou situação de calamidade pública em decorrência do crescimento acelerado dos casos de dengue registrados no município. A decisão foi tomada após avaliações técnicas da Secretaria Municipal de Saúde, que apontaram risco de colapso no atendimento médico caso medidas emergenciais não fossem adotadas.
De acordo com dados oficiais, o número de notificações da doença apresentou alta significativa nas últimas semanas, com registro de casos graves e aumento na procura por unidades de saúde, pronto-atendimentos e hospitais da rede pública e privada. O cenário acendeu o alerta das autoridades sanitárias, que classificam o momento como crítico.
Com o decreto, a administração municipal passa a ter mais autonomia para agir de forma imediata, permitindo a liberação de recursos extraordinários, a contratação emergencial de profissionais da saúde, a ampliação da capacidade de atendimento e a aquisição de insumos, medicamentos e equipamentos necessários para o enfrentamento da doença.
Ações emergenciais e combate ao mosquito
Entre as principais medidas anunciadas estão o reforço das equipes de vigilância epidemiológica, intensificação de mutirões de limpeza urbana, aplicação de inseticidas em áreas com maior incidência de casos e fiscalização em imóveis abandonados, terrenos baldios e locais com acúmulo de água parada — ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Agentes de endemias também estão realizando visitas domiciliares, orientando moradores sobre a importância da eliminação de criadouros e monitorando focos do mosquito. A prefeitura informou que bairros com maior número de registros da doença estão recebendo atenção prioritária.

Impacto na saúde e alerta à população
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a população deve ficar atenta aos principais sintomas da dengue, como febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo e náuseas. Em casos mais graves, podem ocorrer sangramentos e queda de pressão arterial, exigindo atendimento médico imediato.
As autoridades alertam que a automedicação pode agravar o quadro clínico, principalmente com o uso de medicamentos que aumentam o risco de sangramento. A recomendação é procurar uma unidade de saúde ao surgirem os primeiros sinais da doença.
Preocupação com o turismo e economia local
Além do impacto direto na saúde pública, o avanço da dengue em Caldas Novas também preocupa setores ligados ao turismo e à economia local, uma vez que o município recebe milhares de visitantes ao longo do ano. A prefeitura afirma que as medidas adotadas visam conter rapidamente a situação e garantir segurança tanto para moradores quanto para turistas.
Responsabilidade coletiva
A gestão municipal reforça que o combate à dengue não depende apenas do poder público, mas também da participação ativa da população. Pequenas ações, como manter caixas d’água bem vedadas, evitar o acúmulo de lixo, limpar calhas e eliminar recipientes que possam armazenar água, são fundamentais para interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

O decreto de calamidade pública tem prazo determinado, mas poderá ser prorrogado caso os índices da doença continuem elevados. A prefeitura seguirá monitorando a situação epidemiológica e divulgando novas medidas conforme a evolução do cenário.
