O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu encerrar o pedido feito por deputados da oposição que queriam tirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli da condução das investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. O caso faz parte da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, não há motivo para novas medidas, já que o assunto já está sendo investigado pelo próprio STF, com acompanhamento constante do Ministério Público. Para Gonet, não há irregularidade que justifique qualquer mudança neste momento.
O pedido foi apresentado pelos deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP) e Caroline de Toni (PL-SC). Eles levantaram suspeitas após uma viagem feita por Toffoli ao Peru, no fim de 2025, em um avião particular que também transportava um advogado ligado à defesa de um dos investigados no caso.
A operação apura um esquema de fraudes financeiras que pode ter movimentado cerca de R$ 17 bilhões com a venda de títulos falsos. Como relator, Toffoli autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de cem pessoas e determinou o bloqueio de bilhões em bens. Apesar de questionamentos internos na Polícia Federal sobre algumas decisões, a investigação continua sob responsabilidade do STF e da PGR.
