A identificação de diferenças entre os registros oficiais de armamentos e as informações encaminhadas pela defesa de Jair Bolsonaro levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a autorizar uma nova atuação da Polícia Federal em Brasília.
De acordo com a decisão judicial, assinada na véspera da operação, a conferência dos documentos revelou que a quantidade de armas constante nos sistemas oficiais não correspondia aos dados apresentados pelos advogados do ex-presidente. A inconsistência também envolvia o armamento que já havia sido entregue às autoridades.
Na avaliação do ministro, enquanto não houver confirmação de que todas as armas registradas em nome de Bolsonaro foram efetivamente localizadas e recolhidas, permanece a necessidade de adoção de medidas para assegurar o cumprimento da ordem expedida pela Justiça.
Com esse fundamento, a Polícia Federal realizou uma nova ação de busca e apreensão no dia 8 de julho. A diligência teve como finalidade verificar o paradeiro dos armamentos pendentes e confrontar as informações apresentadas pela defesa com os registros oficiais, garantindo que a determinação judicial fosse executada de forma integral.


