Planalto diz ter barrado propostas dos EUA que afetariam indústria e economia brasileira
O governo federal informou que recusou uma série de reivindicações apresentadas por autoridades dos Estados Unidos durante as tratativas comerciais que antecederam a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo integrantes da equipe econômica, as propostas extrapolavam questões comerciais e poderiam comprometer áreas estratégicas do país.
Representantes brasileiros afirmaram que Washington pressionou por mudanças amplas na política de comércio exterior, incluindo a redução completa das tarifas de importação para diversos produtos industriais, a ampliação do acesso de empresas americanas ao mercado químico nacional e a flexibilização de regras para o setor automotivo.
A equipe do Ministério do Desenvolvimento sustentou que o Brasil decidiu interromper qualquer avanço nessas pautas por entender que elas colocariam em risco a competitividade da indústria brasileira e afetariam instrumentos considerados fundamentais para a política econômica do país.
Além das questões industriais, integrantes do governo destacaram que também foram descartadas propostas que envolvessem temas considerados de interesse estratégico e ligados à autonomia nacional. A orientação, segundo os negociadores brasileiros, foi preservar políticas públicas e evitar concessões que pudessem gerar prejuízos de longo prazo.
Em manifestação nesta sexta-feira (17), o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a política comercial brasileira segue os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, o Brasil adota regras compatíveis com os compromissos internacionais e mantém sua atuação dentro das normas do sistema multilateral de comércio.


