Jaques Wagner entra na mira de monitoramento telefônico autorizado pelo STF

A Polícia Federal ganhou autorização do Supremo Tribunal Federal para ampliar as diligências da Operação Compliance Zero, investigação que busca esclarecer suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao antigo Banco Master. A medida foi assinada pelo ministro André Mendonça e envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e outros cinco investigados.

Com a decisão, as operadoras Claro, Vivo e TIM deverão fornecer informações técnicas sobre as linhas telefônicas dos alvos, incluindo o histórico de comunicações, identificação dos aparelhos celulares, registros de conexão às redes móveis e dados capazes de indicar a localização aproximada dos dispositivos por meio das antenas de telefonia. O monitoramento foi autorizado pelo prazo de dez dias.

Além de Jaques Wagner, a determinação alcança Augusto Ferreira Lima, Eduardo Mendonça Sodré Martins, Guilherme Henrique Sodré Martins, David Lopes Monteiro e Andréa Lima Novaes.

O despacho deixa claro que a autorização não contempla interceptações telefônicas. Assim, a Polícia Federal não poderá acessar o conteúdo de ligações, mensagens ou qualquer outra comunicação privada. O compartilhamento restringe-se a informações técnicas, como horários das chamadas, duração dos contatos, identificação dos números envolvidos e movimentação aproximada dos aparelhos.

Ao justificar a decisão, André Mendonça ressaltou que a medida tem caráter exclusivamente investigativo e não representa reconhecimento de culpa ou qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade dos investigados. O mérito das acusações continuará sendo analisado ao longo da apuração.

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