A manhã seguinte ao terremoto encontrou parte da Colômbia ainda coberta por escombros, sirenes e equipes de resgate. Nesta terça-feira (11), bombeiros, socorristas e forças de segurança seguem procurando sobreviventes em áreas atingidas pelo forte tremor registrado no dia anterior.
O número de mortos chegou a 179, enquanto centenas de pessoas ficaram feridas. Em diferentes cidades, famílias passaram a noite fora de casa por medo de novos abalos ou por terem perdido completamente seus imóveis.
Entre os cenários mais preocupantes está Cali, onde diversos prédios sofreram danos severos. Pelo menos 20 estruturas foram destruídas e há registros de pessoas que ficaram presas entre os destroços. A situação também afetou diretamente o atendimento médico: o principal hospital público da cidade teve cerca de 70% de sua estrutura comprometida.
Diante da gravidade do desastre, o governo colombiano decretou situação de emergência e ampliou a mobilização de recursos para as regiões afetadas. A prioridade das autoridades é localizar vítimas, retirar moradores de áreas de risco e garantir atendimento médico, abrigo e suprimentos básicos.
O terremoto aconteceu na segunda-feira (10) e atingiu magnitude 7,4. Seu epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, no oeste do país. O abalo ocorreu às 7h34 no horário local e foi sentido em diferentes pontos da Colômbia, provocando evacuações e momentos de grande tensão.
A força do tremor colocou o episódio entre os mais marcantes da história recente do país. Enquanto especialistas continuam acompanhando a atividade sísmica, as autoridades concentram esforços na busca por desaparecidos e na avaliação dos prejuízos.
Nas próximas horas, o balanço da tragédia ainda pode mudar à medida que novas áreas forem alcançadas pelas equipes de emergência e mais informações chegarem das regiões atingidas.



