A sucessão na presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para agosto, deve provocar mudanças na dinâmica de funcionamento do colegiado. Com o encerramento do período de Gilmar Mendes à frente da Turma, o ministro Luiz Fux assumirá o cargo pelos próximos dois anos, conforme a regra de alternância por antiguidade prevista no regimento da Corte.
A nova configuração chama atenção principalmente pelo impacto que pode ter sobre processos de grande repercussão nacional. Entre eles está o caso relacionado ao Banco Master, antiga instituição controlada por Daniel Vorcaro, que permanece sob análise do Supremo.
Nos corredores do tribunal, a avaliação é de que Fux pretende adotar uma gestão voltada para maior rapidez na apreciação dos processos, reorganizando a pauta de julgamentos e reduzindo o tempo de espera de ações consideradas prioritárias.
Apesar de a presidência da Turma não alterar o conteúdo das decisões judiciais, cabe ao ocupante do cargo coordenar os trabalhos do colegiado, definir a ordem de votação dos processos e administrar o calendário das sessões. Esses fatores podem influenciar diretamente o andamento de casos de elevada complexidade.
Diante da troca de comando, cresce a expectativa sobre os próximos movimentos do STF em relação ao processo do Banco Master, que figura entre os procedimentos de maior repercussão em tramitação na Corte e poderá ganhar um novo ritmo a partir da gestão de Luiz Fux.


